janeiro 2026
Por FisioNunes
A dor que se prolonga no tempo deixa de ser apenas um sintoma. Passa a interferir com o sono, com o humor, com a capacidade de trabalho e com a forma como o corpo se move no dia a dia. Em contexto clínico, considera-se dor musculoesquelética crónica aquela que se mantém por mais de três meses, mesmo após a resolução da lesão inicial ou sem uma causa estrutural evidente.
Este tipo de dor é frequente em regiões como a coluna cervical e lombar, ombros, ancas e joelhos. Pode surgir após episódios repetidos de sobrecarga, más adaptações posturais, períodos prolongados de inatividade ou, pelo contrário, de esforço mal orientado. Em muitos casos, a pessoa “aprende a viver com a dor”, ajustando movimentos e rotinas — o que, a médio prazo, tende a agravar o problema.
A fisioterapia tem um papel central na abordagem da dor musculoesquelética crónica porque atua para além do sintoma imediato. O objetivo não é apenas aliviar, mas compreender porque é que a dor se mantém.
A avaliação fisioterapêutica permite identificar alterações no movimento, défices de controlo motor, desequilíbrios musculares e padrões de compensação que perpetuam a dor. Muitas vezes, não é o local onde dói que está na origem do problema, mas sim a forma como o corpo distribui cargas e responde ao movimento.
A intervenção passa por técnicas manuais específicas, trabalho de mobilidade articular, reeducação do movimento e exercício terapêutico progressivo. O exercício, neste contexto, não é genérico nem padronizado. É adaptado à condição clínica, à história da dor e à capacidade funcional da pessoa, respeitando o ritmo de recuperação.
Um aspeto fundamental é a educação do paciente. Compreender a dor, perceber que o movimento é seguro e necessário, e abandonar o medo de mexer são passos decisivos para quebrar o ciclo da dor crónica. A fisioterapia ajuda a restaurar a confiança no corpo e a autonomia funcional.
Quando bem orientada, a fisioterapia não se limita a tratar episódios isolados. Contribui para melhorar a qualidade de vida, reduzir recidivas e permitir que a pessoa retome atividades que, muitas vezes, tinha deixado de fazer há anos.
Se a dor já faz parte da sua rotina, talvez esteja na altura de olhar para ela de outra forma — com método, acompanhamento clínico e uma abordagem centrada no movimento e na função.
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